sexta-feira, 2 de outubro de 2009



Primeiras lições
Pré-escola impulsiona o saber

Estudo do MEC comprova a importância da educação infantil no Brasil. Crianças que passaram pela creche têm melhor desempenho em matemática
Crianças que cursam a educação infantil têm melhores notas em matemática nas avaliações feitas pelo Ministério da Educação quando chegam à 4ª série. O fato de freqüentar a creche e a pré-escola faz com que o aluno evolua em um ano de escolaridade. Com isso, seus conhecimentos passam a equivaler ao da média dos estudantes de 5ª série. Em algumas regiões, como no Sudeste, o efeito é ainda maior, e as crianças demonstram desempenho compatível ao da 7ª série.
Os resultados fazem parte do estudo “O Efeito da Educação Infantil sobre o Desempenho Escolar medido em Exames Padronizados”, elaborado pela consultora do MEC Fabiana de Felício e pela economista do Banco Itaú Lígia Vasconcellos. A pesquisa – que trata de crianças entre 0 e 5 anos – é uma das primeiras no Brasil a confirmar numericamente a relevância desse nível de ensino, defendida há anos por educadores. Efeitos semelhantes já foram identificados em outros países.
Segundo Fabiana, os resultados seriam parecidos se fosse analisado o desempenho em português. “O impacto é ainda maior em matemática do que em português porque, de um jeito ou de outro, as crianças acabam tendo contato com a linguagem em casa”, diz a pesquisadora. O estudo analisou os resultados das crianças de 4ª série, apenas de escolas públicas, no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e na Prova Brasil.
O primeiro é um exame de matemática e português feito por amostragem pelo MEC há mais de dez anos. O segundo existe desde 2005 e é realizado com crianças de 4ª e 8ª séries de toda a rede pública nas mesmas disciplinas. As provas analisadas foram feitas em 2003 e em 2005.
A evolução da criança em uma ou mais séries não é algo fora do normal ou além do que seria adequado para a idade. Isso porque o conhecimento demonstrado pelos alunos de 4ª série hoje está longe de ser considerado ideal. Especialistas afirmam que aos 10 anos (4ª série) elas deveriam ter nota equivalente ao que se registra na 8ª série no país. “A educação infantil ajuda justamente nisso. As políticas públicas precisam dar importância para esse nível de ensino”, diz Fabiana.
O estudo mostra o efeito da educação infantil não só no Saeb como também na Prova Brasil e Saeb juntos. No segundo caso, o impacto é maior. Crianças que passaram por esse nível obtiveram, em média, 15,9 pontos a mais que as demais. Segundo os resultados atuais nas duas avaliações, 44 pontos separam o desempenho das crianças de 4ª série das de 8ª, ou seja, a cada 11 pontos a mais, o aluno evolui um ano. A Região Norte foi a que registrou efeito menor.
Estimativas feitas na pesquisa mostram ainda que, se todas as crianças brasileiras tivessem freqüentado a educação infantil, a média seria de 180,5 pontos; quase 15 pontos acima do desempenho que seria registrado se nenhuma criança tivesse acesso à creche e à pré-escola. “O desenvolvimento cognitivo, emocional, psicológico e social da criança entre 0 e 5 anos é crucial para a aprendizagem futura”, diz a coordenadora de educação do Unicef do Brasil, Maria de Salete Silva. Segundo ela, a educação infantil aparece em 36 das 37 redes de ensino do país selecionadas no estudo que aponta bons exemplos.
Déficit
Atualmente, cerca de 6,5 milhões de crianças freqüentam a educação infantil no Brasil. O atendimento em creches equivale a só 15% da população de 0 a 3 anos – a meta no país, por lei, é chegar a 50%. Na pré-escola, são 67%. Só em São Paulo, apesar de o número diminuir a cada ano, há 120 mil crianças na fila por uma vaga.
A educação infantil ganhou essa denominação a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996. Antes disso, as creches faziam parte da assistência social dos municípios. Mas isso só começou a sair do papel perto de 2000. Em São Paulo, apenas em 2002 elas foram transferidas para a Educação. As mudanças foram, em parte, influenciadas por resultados de pesquisas científicas mostrando que é na primeira infância que ocorre o maior desenvolvimento do cérebro.
Entrevista: Silvia Colello, educadora da Universidade de São Paulo (USP)

Por que a educação infantil é importante no desenvolvimento da criança?
Porque o ingresso na educação infantil representa um salto qualitativo no processo de socialização e aprendizagem. Pela primeira vez, ela passa a conviver com colegas da mesma idade, a se relacionar com adultos em novas bases afetivas, a ter contato com diferentes objetos, a agir conforme as regras em ritmos mais sistemáticos e a responder exigências de desempenho.
Todas as crianças deveriam cursar a educação infantil ou há casos em que, em casa, podem ter os mesmos benefícios?
A vida familiar é importante e merece ser valorizada, mas definitivamente não pode substituir a escola. Casa e escola são âmbitos educativos insubstituíveis, paralelos e complementares.
O que é importante observar ao procurar uma escola de educação infantil para o filho?
Os pais devem considerar a localização, de preferência, não muito longe de casa, as condições de segurança e higiene, a adequação de horários, de espaço e de material. E devem principalmente se preocupar com a consistência da proposta pedagógica e com o preparo dos profissionais que atuam na escola.
Muitas mães que trabalham acabam deixando os filhos com a avó, babá, vizinha, amiga. Isso pode ser prejudicial para a criança?
Falar genericamente em prejuízo por ficar em casa pode ser exagero. Pelo lado inverso, os pais não devem se sentir culpados quando, por necessidade, colocam os filhos muito cedo no berçário ou na creche. Em instituições bem estruturadas, a experiência pode ser bem aproveitada pela criança. No limite, considerando os benefícios da educação infantil, diria que todas as crianças de 3 anos deveriam estar na escola.

Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 2 de setembro de 2009


Brinquedo e Educação
Brincadeira Saudável
Como já falamos, brincar é uma das atividades mais importantes da infância. E, é claro, os pais devem participar dela sempre que puderem. Não há nada mais saudável para a relação familiar do que os pais sentados no chão, no meio dos brinquedos, entrando no mundo dos filhos. Além de prazeroso para os dois, o vínculo afetivo se fortalece nesta relação pai e filho, seja a brincadeira qual for.
Os pequenos também precisam saber a dividir. E isso se torna mais fácil quando a criança tem irmãos ou está acostumada a brincar com amiguinhos. “Aprender a dividir, repartir, emprestar, se colocar no lugar do outro, faz parte do processo de socialização e de desenvolvimento de todas as crianças”, alerta a educadora Luciana Pierre.
Os pais e professores devem estar preparados e atentos para orientar seus filhos e alunos na construção deste processo, que faz parte do desenvolvimento de todos. “Outra dica, que uso na escola, são campanhas solidárias, onde as crianças doam um brinquedo seu em bom estado. Nós orientamos aos pais que ajudem seus filhos para que eles escolham o que dar. O exercício muitas vezes é difícil para algumas crianças mais apegadas, mas extremamente importante”, conta a educadora.
Ensinar a criança a emprestar os brinquedos para os amiguinhos não é uma tarefa fácil, há os que emprestam com mais facilidade e os que não gostam de dividir de jeito nenhum. Mas o esforço vale a pena, pois essa é uma lição que se leva para o resto da vida.
A dica da Dra. Luciana Pierre é trabalhar o emprestar com histórias infantis que levem ao altruísmo, como por exemplo, ‘A Galinha Ruiva’ e ‘O Bolo Fofo’. Ou trabalhar com rodas de conversa, reforçando quem conseguiu emprestar e como a criança que emprestou e a que recebeu se sentiram. Os pais também podem usar essa técnica em casa, conversando sobre o tema com os filhos e seus amiguinhos.


Os textos indicados pela educadora Luciana Pierre já foram trabalhados em nossa escola, e por intermédio deles e de outras técnicas utilizadas podemos dizer que atingimos nossos objetivos e que estes podem ser percebidos pelos pais.

Rosana Campos

terça-feira, 1 de setembro de 2009



Oração do professor...
Senhor! Deste-me a vocação de ensinar e de ser professor.É meu compromisso educar, comunicar e espalhar sementes, nas salas de aula da escola da vida.Eu te agradeço pela missão que me confiaste e te ofereço os frutos do meu trabalho.
São grandes os desafios do mundo da educação, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na trajetória para um mundo melhor.
Quero celebrar a formação de cada aprendiz na felicidade de ter aberto um longo caminho.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.
Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.
Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador.
Dá-me paciência e humildade para servir, procurando compreender profundamente as pessoas que a mim confiaste.
Ilumina-me para exercer esta função com amor e carinho.
Obrigado meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.

Amém!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ciúmes do irmãozinho
A chegada de mais um membro na família pode deixar o irmãozinho mais velho inseguro, aguçando o ciúme. Antes, o mundo era só da criança maior, agora terá que ser dividido com um “novo intruso”, principalmente em relação à atenção dos pais.
A sensação de estar excluído é comum e esse sentimento pode causar uma contradição dentro da criança, que associa a chegada do bebê com a perda do posto de "rei da casa" e ao mesmo tempo deseja ser sua amiga.
A demonstração do ciúme pode variar de criança para criança. Algumas ficam desobedientes com choros e birras, outras se tornam agressivas com os pais ou com o irmãozinho mais novo. Tem também aqueles que regridem no comportamento, voltando a usar chupeta ou mamadeira e não controlando mais o xixi e cocô. Para completar a histeria, alguns “abandonados” voltam a falar infantilmente.
Essas são condutas que têm o único objetivo de chamar a atenção dos pais, tios e avós. É importante que os pais tenham paciência, pois o ciúme é uma reação emocional normal e tem que ser resolvido com muito diálogo e compreensão.
Mas o ciúme não é tão ruim como se pensa. A chegada do irmãozinho criará limites para o mais velho que aprenderá a viver em sociedade e desenvolverá de forma positiva seu relacionamento afetivo e social.
Para que o ciúme não se torne um sofrimento para a criança mais velha, a vinda do irmãozinho tem que ser esclarecida desde o começo da gravidez, dizendo que um nenê vai chegar e precisa de um espaço para dormir como ele, de roupas para não sentir frio, se alimentar no peito da mamãe como ele também fez e vai chorar muito, só podendo brincar depois que crescer, mas que poderá ajudar nos cuidados com o irmãozinho.
Alterações na rotina da criança maior, como ir para a escolinha ou mudança de quarto ou de quem cuidará dela, deverão ser feitas bem antes do nascimento ou depois da adaptação com o bebê. Assim as perdas não serão associadas com a chegada do irmãozinho.
Ao nascimento, não se descuide daquele que, até o momento, ocupava todos os espaços. Eleve a auto-estima da criança, potencialize suas qualidades e as vantagens de ser o mais velho. Atribuir-lhe responsabilidades sobre o irmão também ajuda na integração, já que se sente útil.
Assim que se sentir segura do amor dos pais, valorizada e integrada no novo ambiente familiar, o ciúme diminuirá e a aceitação do irmãozinho será natural. Os pais têm que demonstrar interesse pelas atitudes dos filhos. O diálogo é a melhor maneira de fazer a criança manifestar e entender as suas emoções, sentindo-se amada e respeitada tanto pelos pais quanto pelo irmãozinho.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009




Mamãe vai trabalhar. E eu acho ótimo!


No conto de fadas JOÃO E MARIA, um clássico sobre o medo infantil de ser abandonado pelos pais, os dois irmãos são induzidos pela madrasta a se perderem na floresta para nunca mais voltar. Ela faz isso porque o pai não ganhava o suficiente para alimentar toda a família. Uma hipótese que nunca ocorreu à madrasta é que, se ela trabalhasse fora, talvez a família conseguisse o suficiente para não precisar abandonar os filhos à própria sorte. Apesar de a hipótese, além de inviabilizar o enredo, parecer meio improvável em uma floresta da Alemanha do século 19 (mais ou menos o tempo e lugar em que os irmãos Grimm ambientaram a adaptação do conto), ela ajuda a mudar o foco da questão, e isso pode ser altamente esclarecedor. E reconfortante.Pensar no dilema da mãe que sai para trabalhar do ponto de vista das crianças é um exercício interessante. Permite desfazer fantasias que conduzem a um tipo de culpa tão insidiosa quanto a bruxa da história de João e Maria. O problema não é nos sentirmos culpadas - atire a primeira pedra aquela que nunca se condenou -, mas a forma de lidar com o sentimento. "Às vezes, essa sensação pode ser até benéfica. É o caso de quando fazemos uma análise do que está nos incomodando e procuramos soluções objetivas e viáveis para resolver a questão. Mas, se o sentimento é baseado em fantasias, não há o que fazer: ele paralisa", garante Tania Zagury, autora de EDUCAR SEM CULPA (ED. RECORD).Saindo do mundo imaginário dos contos de fadas e caindo na vida real, fomos ouvir o que os principais interessados, entre 7 e 12 anos, pensam sobre a mãe que trabalha. Conversamos sobre o tema com 15 crianças dos colégios Augusto Laranja e Brasília e da Escola Pueri Domus, todos em São Paulo. O que ouvimos pode surpreender muitas mães - mas corresponde direitinho ao que constataram especialistas que se debruçaram sobre a questão. "Estudos feitos nos Estados Unidos sobre como os filhos percebem o fato de a mãe se ausentar tanto mostram que eles conseguem compreender e aceitar com muita naturalidade", diz Tania. A maior parte associa o trabalho da mãe a benefícios materiais importantes para a família, como pagar uma boa escola ou viajar juntos - note bem, não estamos falando de encher a criança de presentes."Essa geração sabe o que quer, sabe que isso tem um custo e que o dinheiro para obter esses benefícios vem do trabalho", afirma a psicóloga Cecília Russo Troiano, autora de VIDA DE EQUILIBRISTA - DORES E DELÍCIAS DA MÃE QUE TRABALHA (ED. CULTRIX). Ela observa que, para as crianças de hoje, a mãe sair para trabalhar é um fato da vida, tão natural quanto ter que ir para a escola. "É uma condição da organização da sociedade, uma necessidade econômica e pessoal. Quando isso é claramente colocado para a criança, ela começa a ver melhor como as próprias atividades são importantes", diz Cristina Sabadell, coordenadora de ensino da Escola Pueri Domus. "Muitas crianças já nasceram com a mãe trabalhando e estão bem adaptadas a isso. Não vão ter mais ou menos problemas do que aquelas cujas mães estão presentes 24 horas por dia - o que, aliás, nem sempre é bom", complementa Maria Beatriz Ortiz Solera, coordenadora do ensino fundamental I do Colégio Augusto Laranja. Mas a ficha ainda não caiu para a atual geração de mulheres profissionais, acredita Cecília. Penduradas entre dois modelos - o da mãe "total" e o da mulher economicamente ativa -, ainda cultivamos muita culpa e fantasias em relação aos nossos filhos.


SER CRIANÇA


Ser criança

Saber brincar

Sonhar com a vida

E em nada pensar
Ser criança

Saber buscar

O melhor pra vida

Sem se preocupar
Ser criança

Saber se educar

Aprender coisas boas

Pra vida mudar
Ser criança

Nascer pra vida

Crescer pro mundo

Viver pros outros

Lutar por si
Ser criançaSe divertir

Estar alegre

Tentar sorrir
Ser criança

Na inocência

Na adolescência

Na meninice

No tempo adulto

E na velhice
Ser criança

Ser natural

Aproveitar o tempo

A viver legal
Ser criança

Pensar em Deus

O Pai do céu

Que a vida lhe deu
Ser criança

Não importa como

Sorrir pra vida

Mesmo chorando

Ser criança

Criança amor

Criança esperta

Criança imagem

Do Nosso Senhor




VAMOS FALAR DE GENTE, DE PESSOAS...

Existe acaso algo mais espetacular do que gente?
Pessoas são presentes!
Algumas vêm em embrulhos bonitos, como presentes de Natal, Páscoa ou festa de aniversário. Outras vêm em embalagens comuns... e há as que ficaram machucadas nos correios...
De vez em quando, chega um registrado. São presentes valiosos.
Alguns trazem embalagens fáceis. De outros é dificílimo, quase impossível tirar a embalagem: é fita, é durex que não acaba mais...
Mas a embalagem não é presente. E tantas pessoas se enganam, confundindo embalagem com presente. Por que será que alguns presentes são tão complicados pra gente abrir? Talvez, porque dentro da bonita embalagem haja muito pouco valor e bastante vazio, bastante solidão. Também você amigo, também eu, somos presentes uns para os outros. E quando existe o verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser meras embalagens e passamos à categoria de reais presentes. Mutuamente nós vamos desempacotando, desembrulhando, no bom sentido, é claro, o que há dentro de nós. Você já experimentou a alegria que nasce no fundo da alma, quando duas pessoas se encontram, se comunicam, viram presentes uma para a outra?
A verdadeira alegria que a gente sente, só nasce do verdadeiro encontro com alguém.
E você... é alguém muito especial! Um verdadeiro presente!!!
INSTITUTO PEDAGÓGICO ROSANA CAMPOS