segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ciúmes do irmãozinho
A chegada de mais um membro na família pode deixar o irmãozinho mais velho inseguro, aguçando o ciúme. Antes, o mundo era só da criança maior, agora terá que ser dividido com um “novo intruso”, principalmente em relação à atenção dos pais.
A sensação de estar excluído é comum e esse sentimento pode causar uma contradição dentro da criança, que associa a chegada do bebê com a perda do posto de "rei da casa" e ao mesmo tempo deseja ser sua amiga.
A demonstração do ciúme pode variar de criança para criança. Algumas ficam desobedientes com choros e birras, outras se tornam agressivas com os pais ou com o irmãozinho mais novo. Tem também aqueles que regridem no comportamento, voltando a usar chupeta ou mamadeira e não controlando mais o xixi e cocô. Para completar a histeria, alguns “abandonados” voltam a falar infantilmente.
Essas são condutas que têm o único objetivo de chamar a atenção dos pais, tios e avós. É importante que os pais tenham paciência, pois o ciúme é uma reação emocional normal e tem que ser resolvido com muito diálogo e compreensão.
Mas o ciúme não é tão ruim como se pensa. A chegada do irmãozinho criará limites para o mais velho que aprenderá a viver em sociedade e desenvolverá de forma positiva seu relacionamento afetivo e social.
Para que o ciúme não se torne um sofrimento para a criança mais velha, a vinda do irmãozinho tem que ser esclarecida desde o começo da gravidez, dizendo que um nenê vai chegar e precisa de um espaço para dormir como ele, de roupas para não sentir frio, se alimentar no peito da mamãe como ele também fez e vai chorar muito, só podendo brincar depois que crescer, mas que poderá ajudar nos cuidados com o irmãozinho.
Alterações na rotina da criança maior, como ir para a escolinha ou mudança de quarto ou de quem cuidará dela, deverão ser feitas bem antes do nascimento ou depois da adaptação com o bebê. Assim as perdas não serão associadas com a chegada do irmãozinho.
Ao nascimento, não se descuide daquele que, até o momento, ocupava todos os espaços. Eleve a auto-estima da criança, potencialize suas qualidades e as vantagens de ser o mais velho. Atribuir-lhe responsabilidades sobre o irmão também ajuda na integração, já que se sente útil.
Assim que se sentir segura do amor dos pais, valorizada e integrada no novo ambiente familiar, o ciúme diminuirá e a aceitação do irmãozinho será natural. Os pais têm que demonstrar interesse pelas atitudes dos filhos. O diálogo é a melhor maneira de fazer a criança manifestar e entender as suas emoções, sentindo-se amada e respeitada tanto pelos pais quanto pelo irmãozinho.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009




Mamãe vai trabalhar. E eu acho ótimo!


No conto de fadas JOÃO E MARIA, um clássico sobre o medo infantil de ser abandonado pelos pais, os dois irmãos são induzidos pela madrasta a se perderem na floresta para nunca mais voltar. Ela faz isso porque o pai não ganhava o suficiente para alimentar toda a família. Uma hipótese que nunca ocorreu à madrasta é que, se ela trabalhasse fora, talvez a família conseguisse o suficiente para não precisar abandonar os filhos à própria sorte. Apesar de a hipótese, além de inviabilizar o enredo, parecer meio improvável em uma floresta da Alemanha do século 19 (mais ou menos o tempo e lugar em que os irmãos Grimm ambientaram a adaptação do conto), ela ajuda a mudar o foco da questão, e isso pode ser altamente esclarecedor. E reconfortante.Pensar no dilema da mãe que sai para trabalhar do ponto de vista das crianças é um exercício interessante. Permite desfazer fantasias que conduzem a um tipo de culpa tão insidiosa quanto a bruxa da história de João e Maria. O problema não é nos sentirmos culpadas - atire a primeira pedra aquela que nunca se condenou -, mas a forma de lidar com o sentimento. "Às vezes, essa sensação pode ser até benéfica. É o caso de quando fazemos uma análise do que está nos incomodando e procuramos soluções objetivas e viáveis para resolver a questão. Mas, se o sentimento é baseado em fantasias, não há o que fazer: ele paralisa", garante Tania Zagury, autora de EDUCAR SEM CULPA (ED. RECORD).Saindo do mundo imaginário dos contos de fadas e caindo na vida real, fomos ouvir o que os principais interessados, entre 7 e 12 anos, pensam sobre a mãe que trabalha. Conversamos sobre o tema com 15 crianças dos colégios Augusto Laranja e Brasília e da Escola Pueri Domus, todos em São Paulo. O que ouvimos pode surpreender muitas mães - mas corresponde direitinho ao que constataram especialistas que se debruçaram sobre a questão. "Estudos feitos nos Estados Unidos sobre como os filhos percebem o fato de a mãe se ausentar tanto mostram que eles conseguem compreender e aceitar com muita naturalidade", diz Tania. A maior parte associa o trabalho da mãe a benefícios materiais importantes para a família, como pagar uma boa escola ou viajar juntos - note bem, não estamos falando de encher a criança de presentes."Essa geração sabe o que quer, sabe que isso tem um custo e que o dinheiro para obter esses benefícios vem do trabalho", afirma a psicóloga Cecília Russo Troiano, autora de VIDA DE EQUILIBRISTA - DORES E DELÍCIAS DA MÃE QUE TRABALHA (ED. CULTRIX). Ela observa que, para as crianças de hoje, a mãe sair para trabalhar é um fato da vida, tão natural quanto ter que ir para a escola. "É uma condição da organização da sociedade, uma necessidade econômica e pessoal. Quando isso é claramente colocado para a criança, ela começa a ver melhor como as próprias atividades são importantes", diz Cristina Sabadell, coordenadora de ensino da Escola Pueri Domus. "Muitas crianças já nasceram com a mãe trabalhando e estão bem adaptadas a isso. Não vão ter mais ou menos problemas do que aquelas cujas mães estão presentes 24 horas por dia - o que, aliás, nem sempre é bom", complementa Maria Beatriz Ortiz Solera, coordenadora do ensino fundamental I do Colégio Augusto Laranja. Mas a ficha ainda não caiu para a atual geração de mulheres profissionais, acredita Cecília. Penduradas entre dois modelos - o da mãe "total" e o da mulher economicamente ativa -, ainda cultivamos muita culpa e fantasias em relação aos nossos filhos.


SER CRIANÇA


Ser criança

Saber brincar

Sonhar com a vida

E em nada pensar
Ser criança

Saber buscar

O melhor pra vida

Sem se preocupar
Ser criança

Saber se educar

Aprender coisas boas

Pra vida mudar
Ser criança

Nascer pra vida

Crescer pro mundo

Viver pros outros

Lutar por si
Ser criançaSe divertir

Estar alegre

Tentar sorrir
Ser criança

Na inocência

Na adolescência

Na meninice

No tempo adulto

E na velhice
Ser criança

Ser natural

Aproveitar o tempo

A viver legal
Ser criança

Pensar em Deus

O Pai do céu

Que a vida lhe deu
Ser criança

Não importa como

Sorrir pra vida

Mesmo chorando

Ser criança

Criança amor

Criança esperta

Criança imagem

Do Nosso Senhor




VAMOS FALAR DE GENTE, DE PESSOAS...

Existe acaso algo mais espetacular do que gente?
Pessoas são presentes!
Algumas vêm em embrulhos bonitos, como presentes de Natal, Páscoa ou festa de aniversário. Outras vêm em embalagens comuns... e há as que ficaram machucadas nos correios...
De vez em quando, chega um registrado. São presentes valiosos.
Alguns trazem embalagens fáceis. De outros é dificílimo, quase impossível tirar a embalagem: é fita, é durex que não acaba mais...
Mas a embalagem não é presente. E tantas pessoas se enganam, confundindo embalagem com presente. Por que será que alguns presentes são tão complicados pra gente abrir? Talvez, porque dentro da bonita embalagem haja muito pouco valor e bastante vazio, bastante solidão. Também você amigo, também eu, somos presentes uns para os outros. E quando existe o verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser meras embalagens e passamos à categoria de reais presentes. Mutuamente nós vamos desempacotando, desembrulhando, no bom sentido, é claro, o que há dentro de nós. Você já experimentou a alegria que nasce no fundo da alma, quando duas pessoas se encontram, se comunicam, viram presentes uma para a outra?
A verdadeira alegria que a gente sente, só nasce do verdadeiro encontro com alguém.
E você... é alguém muito especial! Um verdadeiro presente!!!
INSTITUTO PEDAGÓGICO ROSANA CAMPOS